Glossário.
O que significa cada termo usado nas páginas de ETFs do Donare — em linguagem simples, sem jargão desnecessário.
Base 100
Quando dois ativos custam valores muito diferentes (por exemplo, R$ 20 e R$ 400), comparar as linhas de preço bruto no mesmo gráfico não ajuda a ver quem rendeu mais. "Base 100" resolve isso: cada série é recalculada para que o primeiro dia valha 100, e os dias seguintes acompanham a variação percentual a partir daí.
É puramente um recurso de visualização — não muda o retorno real de nenhum ativo, só facilita comparar a INCLINAÇÃO das linhas no gráfico.
CDA (Cadastro Diário de Ativos)
A CVM exige que fundos publiquem periodicamente sua carteira detalhada, ativo por ativo, num arquivo chamado CDA. É essa fonte que usamos para mostrar o que cada ETF tem dentro.
Dois pontos importantes de honestidade: primeiro, a CVM publica o CDA com algumas semanas de defasagem em relação ao mês de referência — o mês exato aparece sempre ao lado da tabela. Segundo, quando o fundo investe através de outro fundo no exterior (comum em ETFs internacionais e de cripto), o CDA só mostra a posição consolidada nesse fundo estrangeiro, sem detalhar o que tem dentro dele — não existe fonte gratuita para esse detalhamento, e não fabricamos um.
Classe de ativo
Classe de ativo é uma forma de agrupar investimentos que tendem a reagir de maneira parecida às mesmas condições de mercado — renda fixa pós-fixada reage à Selic, ações brasileiras reagem ao humor do mercado acionário local, e assim por diante.
O universo de 21 ETFs cobertos pelo Donare está organizado em 9 classes. Cada ETF pertence a exatamente uma classe, o que ajuda a navegar o catálogo e entender o papel que cada ativo tende a cumprir dentro de uma carteira diversificada.
Cota
Cada ETF é dividido em cotas, negociadas na B3 pelo mesmo mecanismo de qualquer ação: ordens de compra e venda, preço variando ao longo do dia conforme oferta e demanda.
O preço de uma cota tende a acompanhar de perto o valor da carteira do fundo dividido pelo número de cotas em circulação, mas pode haver pequenos descolamentos de curto prazo entre o preço negociado em bolsa e esse valor teórico.
Drawdown
O máximo drawdown é a maior queda percentual entre um pico de preço e o menor valor atingido depois desse pico, dentro do período observado — antes de uma eventual recuperação.
É uma forma de medir o "pior momento" de se estar investido naquele ativo durante o período, complementar à volatilidade: dois ativos podem ter a mesma volatilidade e drawdowns bem diferentes, dependendo de como as quedas se concentraram no tempo.
ETF / Fundo de Índice
ETF é a sigla em inglês para Exchange Traded Fund — fundo negociado em bolsa. No Brasil, a CVM usa o termo "Fundo de Índice" no cadastro oficial, mas o mercado usa os dois nomes como sinônimos.
Diferente de comprar uma ação de uma empresa específica, uma cota de ETF representa uma fração de uma carteira inteira — todas (ou quase todas) as ações do Ibovespa, por exemplo. O preço da cota varia durante o pregão, como o de qualquer ativo negociado na bolsa.
Índice
Um índice é uma medida do desempenho de um conjunto de ativos, calculada segundo uma metodologia pública — por exemplo, o Ibovespa reúne as ações mais negociadas na B3, com pesos revisados periodicamente conforme regras documentadas.
Um ETF "segue" um índice quando sua carteira é montada para acompanhar essa mesma composição. Isso significa que ninguém escolhe subjetivamente quais ativos entram ou saem — a regra do índice decide, e essa regra é auditável por qualquer pessoa.
Liquidez / ADV
ADV (Average Daily Volume) é uma medida de quanto dinheiro, em média, é negociado por dia em um ativo. Quanto maior, mais fácil tende a ser comprar ou vender sem afetar muito o preço.
Os valores de ADV que exibimos são estimativas de ordem de grandeza, mantidas internamente — não vêm de uma fonte oficial de volume de negociação em tempo real. Sempre rotulamos como estimativa; nunca apresentamos como dado oficial da B3.
Patrimônio Líquido (PL)
Patrimônio Líquido é o valor total dos ativos do fundo menos suas obrigações, numa determinada data. É o número que costuma ser usado como referência de "tamanho" de um fundo.
A fonte que usamos (cadastro público da CVM) publica o PL com uma data-base que pode ter alguns dias ou semanas de defasagem em relação ao dia em que você está olhando a página — por isso sempre mostramos a data ao lado do valor. Nunca apresentamos PL como se fosse o valor de hoje.
Proxy / Backfill
Alguns dos 21 ETFs do universo Donare começaram a negociar há poucos anos. Para simular carteiras e calcular estatísticas de risco em janelas históricas mais longas, nosso motor de backtest preenche o período anterior ao início real do ETF com uma estimativa baseada num ativo ou índice equivalente (o "proxy") — por exemplo, o Ibovespa antes de um ETF específico de ações brasileiras existir.
Esse preenchimento serve exclusivamente ao motor de cálculo interno. Nas páginas públicas de cada ativo, aplicamos uma regra à parte: mostramos SOMENTE o histórico real do próprio ETF, a partir da data em que ele de fato passou a negociar em bolsa — rotulada como "início real dos dados". Nunca exibimos um trecho de proxy como se fosse desempenho real do ativo.
Registro CVM vs. pré-operacional vs. listado na B3
Registrar um fundo na CVM é um passo regulatório que precede o início efetivo de negociação das cotas na bolsa. Entre o registro e o primeiro pregão pode passar um tempo — nesse intervalo, o cadastro da CVM mostra a situação "Fase Pré-Operacional".
Quando destacamos "lançamentos recentes" no painel de mercado, mostramos a data de registro na CVM como um sinal de novidade — mas isso não significa que o fundo já está negociando. Sempre exibimos a situação junto (registrado/pré-operacional/em funcionamento normal) para não sugerir disponibilidade que ainda não existe.
Rentabilidade
Rentabilidade é o retorno percentual de um ativo entre duas datas, calculado a partir do preço de fechamento da cota (sem considerar eventuais custos de corretagem ou impostos da sua operação específica).
Mostramos rentabilidade em várias janelas (1 mês, 3 meses, 1 ano etc.) sempre calculadas sobre dados reais — nunca com uma janela maior que o histórico real disponível daquele ativo. O fato de um ativo ter subido no passado não indica, por si só, o que vai acontecer no futuro; mercados passam por ciclos.
Snapshot vs. série
Alguns dados que usamos — como o Patrimônio Líquido do cadastro CVM — são "snapshots": um valor válido numa data específica, sem histórico diário disponível de graça. Outros — como o preço de fechamento de um ETF — são "séries": uma sequência de pontos ao longo do tempo.
Essa distinção importa porque um snapshot não pode virar gráfico de evolução sem inventar pontos intermediários que não existem. Por isso o PL aparece como um número único com data ao lado, nunca como uma linha de tendência — mostrar uma linha ali seria fabricar dado que não temos.
Taxa de administração
A taxa de administração remunera quem administra e gere o fundo (montar/rebalancear a carteira, cumprir obrigações regulatórias, publicar informações). É expressa em percentual ao ano sobre o patrimônio.
Na prática, essa taxa já está embutida no valor da cota — ela é descontada diariamente de forma proporcional, então o investidor não recebe uma cobrança separada. Taxas mais altas reduzem, no longo prazo, a diferença entre o retorno do índice e o retorno que o cotista efetivamente recebe.
Volatilidade
Volatilidade é uma medida estatística da dispersão dos retornos diários de um ativo num período. Calculamos como o desvio-padrão dos retornos diários, anualizado.
Volatilidade alta não significa necessariamente "ruim" — significa que o preço se move mais, para cima e para baixo. Um ativo mais volátil pode terminar um período com retorno positivo tendo passado por quedas maiores no meio do caminho do que um ativo menos volátil.
Conteúdo informativo e educacional — não é recomendação de investimento. Termos definidos aqui refletem como usamos cada palavra neste site; não substituem o regulamento oficial de nenhum fundo.